FANTASMA DO MEU AMOR
Quem és tu, minha Inês, já não te vejo,
De tanto amor jogado em teus abraços,
E preso nos lençóis, no teu regaço:
Com o doce saciaste os meus desejos.
E o rosto teu há tanto desejado?
Te incultas nesta máscara florida
Por esse meu amor desesperado,
Inês, Inês, quem és? Em noites idas
De tanto cultivar, te dar valor,
Vivi noites, mais noites, mal dormidas.
Do beijo teu não sei nem o sabor.
Tu és do amor um vulto, um fantasma?
ÉS tu a deusa casta do amor
Que alimenta os sonhos em minha alma!
poetaaltoe
Enviado por poetaaltoe em 14/02/2021