A PERDA DE UM GRANDE AMOR
Pintava o arrebol numa tarde triste;
E dentro de minha alma um regato
Murmurava tristonho em suas águas
A exéquias desse amor que em mim persiste.
Pintei, então, ao monte uma palmeira,
E um sol se pondo ali a definhar,
Pintei aquelas horas derradeiras
Qual o último adeus no teu olhar.
Pintei a minha dor no arrebol
E um rubro sangue ali na despedida,
E uma negra mortalha fiz pro sol,
Cobri com a noite escura a tua vida,
Cobri todos meus sonhos em tua voz
Na ressonância de uma despedida.
221/03/2021
poetaaltoe
Enviado por poetaaltoe em 22/03/2021